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16 de junho de 2026

NR-35, prevenção contra quedas e baixas alturas: tudo o que você precisa saber sobre trabalho em altura

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O trabalho em altura está presente em diversos segmentos, como construção civil, indústria, manutenção, energia e logística. Embora muitas pessoas associem esse tipo de atividade a grandes estruturas, a realidade é que os riscos de queda também estão presentes em operações realizadas a poucos metros do solo. 

Por isso, compreender os requisitos da NR-35, os riscos envolvidos e as medidas de prevenção é fundamental para proteger trabalhadores e tornar as operações mais seguras. Mas afinal, você sabe tudo o que engloba sobre trabalhos em altura?

 

O que é considerado trabalho em altura segundo a NR-35?

Quando se fala em trabalho em altura, muitas pessoas associam essa atividade a grandes construções, torres, telhados ou estruturas elevadas. No entanto, o conceito é muito mais amplo.

Segundo a NR-35, norma regulamentadora do ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, é considerado trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, onde exista risco de queda. Isso significa que diversas operações rotineiras em indústrias, centros logísticos, atividades de manutenção, inspeções e instalações podem se enquadrar nessa categoria.

Por esse motivo, qualquer atividade realizada nessas condições deve seguir os padrões estabelecidos pela norma, incluindo análise de risco, planejamento da atividade, capacitação dos trabalhadores e a utilização dos sistemas de proteção adequados.

 

 

Trabalhos em baixas alturas: quando o risco continua existindo

 

Quando se fala em trabalho em altura, muitas pessoas associam imediatamente a atividades em grandes elevações. No entanto, operações de manutenção industrial, inspeção e acesso a máquinas por meio de plataformas elevatórias, utilização de andaimes, estruturas metálicas e diversas outras atividades executadas próximas ao solo também podem apresentar riscos significativos de queda.

Um dos principais desafios nessas situações é a falsa percepção de segurança gerada pela baixa altura de trabalho. Frequentemente, acredita-se que a simples utilização de um talabarte com absorvedor de energia seja suficiente para garantir a proteção do trabalhador. Entretanto, em atividades realizadas com reduzida distância entre o ponto de trabalho e o nível inferior, essa solução pode não ser a mais adequada.

Em uma eventual queda, o absorvedor de energia necessita de espaço para sua abertura e dissipação das forças geradas pelo impacto. Durante esse processo, ocorre um aumento considerável da distância total de retenção da queda. Dessa forma, quando não há uma zona livre de queda suficiente, o trabalhador pode colidir com o solo, equipamentos, estruturas ou outros obstáculos presentes abaixo da área de trabalho, mesmo estando conectado a um sistema de proteção individual contra quedas.

É importante destacar que a gravidade de um acidente não está relacionada apenas à altura da queda, mas também a fatores como a distância de frenagem do sistema, o posicionamento do ponto de ancoragem, o fator de queda, a presença de obstáculos e as características do ambiente de trabalho. Por isso, atividades em baixas alturas exigem uma análise criteriosa dos riscos e a seleção de equipamentos projetados especificamente para esse cenário.

Nesse contexto, os mini trava-quedas retráteis em Y destacam-se como uma solução eficiente para trabalhos em baixas alturas. Sua tecnologia permite o travamento quase imediato em caso de queda, reduzindo significativamente a distância de frenagem quando comparada aos sistemas convencionais com talabarte e absorvedor de energia. Além disso, seu sistema interno de absorção de energia contribui para a redução da zona livre de queda necessária, proporcionando maior segurança ao usuário em ambientes com espaço limitado para retenção da queda.

Pensando nessas necessidades, a VICSA oferece uma linha de equipamentos desenvolvidos especificamente para aplicações em baixas alturas, proporcionando proteção eficiente sem comprometer a mobilidade, a produtividade e a segurança dos trabalhadores.

Os equipamentos desenvolvidos para trabalhos em baixas alturas possuem as seguintes versões:

• VIC 22.051: trava-quedas retrátil em Y indicado para atividades gerais, com menor distância de frenagem, mais liberdade de movimentação e ideal para operações realizadas em baixas alturas.

• VIC 22.053: trava-quedas retrátil em Y com fita em aramida, desenvolvido para ambientes com exposição térmica e atividades que exigem maior resistência ao calor.

• VIC 22.054: trava-quedas retrátil em Y com fita em aramida e conectores dielétricos, projetado para operações em altura com exposição a riscos elétricos.

 

Como a tecnologia pode fortalecer a prevenção em trabalhos em altura?

A prevenção de acidentes em trabalho em altura vai muito além da escolha do EPI adequado. Hoje, a tecnologia também desempenha um papel importante na inspeção dos equipamentos, na identificação de desgastes e na gestão da segurança das operações.

A importância da prevenção fica ainda mais evidente quando observamos os números da segurança ocupacional no Brasil. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, mais de 8,8 milhões de acidentes de trabalho foram notificados no país entre 2012 e 2024.

Nesse cenário, soluções voltadas para rastreabilidade e monitoramento ajudam empresas a fortalecer a cultura de prevenção e a aumentar o controle sobre os equipamentos utilizados em campo.

Entre as tecnologias desenvolvidas pela Danny e Vicsa estão o MOB Inspeção e o Soul Indicator, criados para auxiliar na gestão e no acompanhamento dos equipamentos de proteção.

O MOB Inspeção é uma solução que permite registrar e acompanhar inspeções de equipamentos de trabalho em altura de forma digital.

Por meio da rastreabilidade das inspeções, empresas podem ter mais controle sobre revisões, históricos de utilização e conformidade dos equipamentos, contribuindo para uma gestão mais eficiente da segurança.

O Soul Indicator é uma tecnologia patenteada que auxilia na identificação visual do desgaste do equipamento.

Ao indicar de forma simples quando o produto atingiu seu limite de utilização, a tecnologia contribui para decisões mais assertivas sobre substituição, reduzindo riscos associados ao uso de equipamentos danificados ou excessivamente desgastados.

 

Quais equipamentos são utilizados no trabalho em altura?

A escolha dos equipamentos deve considerar a análise de risco, o tipo de atividade e os requisitos estabelecidos pela NR-35.

Entre os principais equipamentos utilizados em sistemas de proteção contra quedas estão:

Cinturão de segurança

Responsável por conectar o trabalhador aos sistemas de proteção, distribuindo as forças geradas em uma eventual queda.

Talabarte

Utilizado para conexão entre o trabalhador e o ponto de ancoragem, podendo ser aplicado em atividades de posicionamento e retenção de queda.

Trava-quedas

Equipamento desenvolvido para interromper ou reduzir os efeitos de uma queda, sendo amplamente utilizado em linhas de vida e sistemas retráteis.

Conectores e ancoragens

Elementos responsáveis por unir os componentes do sistema e garantir a fixação segura durante a atividade.

Mais importante do que conhecer cada equipamento individualmente é compreender que eles fazem parte de um sistema de proteção contra quedas, que deve ser dimensionado conforme os riscos da operação.

 

 

Treinamento em Trabalho em Altura: uma etapa fundamental para a prevenção

Quando falamos em trabalho em altura, equipamentos e sistemas de proteção são fundamentais. No entanto, a segurança também depende da capacitação dos profissionais envolvidos na atividade.

Por isso, a NR-35 estabelece que todo trabalhador autorizado a realizar atividades em altura deve receber treinamento específico, com conteúdo teórico e prático voltado à identificação de riscos, medidas de prevenção e procedimentos de emergência.

Entre os principais temas abordados estão:

  • Normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; 
  • Análise de risco e condições impeditivas; 
  • Riscos potenciais e medidas de controle; 
  • Sistemas e equipamentos de proteção coletiva; 
  • Seleção, inspeção e utilização dos EPIs; 
  • Acidentes típicos em atividades em altura; 
  • Procedimentos de emergência, resgate e primeiros socorros. 

A norma também determina a realização de reciclagens periódicas e treinamentos complementares sempre que houver mudanças significativas nas condições de trabalho, retorno após afastamentos prolongados ou situações que indiquem a necessidade de atualização dos trabalhadores.

Mais do que uma exigência legal, o treinamento é uma ferramenta essencial para fortalecer a percepção de risco, reduzir comportamentos inseguros e contribuir para operações mais seguras em atividades realizadas tanto em grandes quanto em baixas alturas.