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Cinta ergonômica: indicações e posições de uso

Já ficou com dor nas costas depois de levantar algo pesado? Agora, imagina os trabalhadores que, diariamente, precisam carregar peso descarregando um caminhão, por exemplo. Parece um trabalho árduo, não é mesmo?

Essa ocupação seria especialmente problemática sem algum equipamento adequado, neste caso, a cinta ergonômica. Este é um equipamento fundamental para proteger a coluna do trabalhador que está sempre carregando algum peso.

Se você acredita que esse tipo de proteção é exagerada, a Organização Mundial da Saúde divulgou um dado que afirma que 8 em cada 10 pessoas podem sofrer algum tipo de dor nas costas. Isso é 80% da população!

Curioso para saber como a Cinta Ergonômica pode ajudar os trabalhadores a evitar ou amenizar esse problema? Continue lendo este texto e descubra!

O QUE É A CINTA ERGONÔMICA E POR QUE ELA É IMPORTANTE?

A cinta ergonômica é um equipamento utilizado na região lombar e a sua principal função é dar sustentação e impedir que a região realize movimentos não ergonômicos, possibilitando alguma lesão.

A lombar é responsável por dar sustentação a toda a parte superior do corpo, sendo assim, nem precisamos enfatizar a sua importância para que qualquer indivíduo possa realizar as suas tarefas diárias normalmente.

Ao levantar qualquer objeto, naturalmente, a coluna é comprimida sob o peso do mesmo. Este efeito pode ser minimizado com a sustentação muscular apropriada.

Apesar disso, com o tempo, os efeitos do uso indiscriminado do corpo podem começar a aparecer, inclusive, é uma das principais causas de aposentadoria por invalidez.

Carregar peso de maneira inadequada pode agravar e/ou ocasionar doenças como escoliose e lordose. Ambas condições são curvaturas inadequadas que provocam postura inapropriada, trauma, desequilíbrio do sistema neuromuscular etc.

Nesse sentido, fica clara a necessidade de proteger uma das partes mais importantes do corpo com equipamentos apropriados em atividades que causam impactos na coluna.

Quando pensamos sobre este produto, é natural que nos venha à mente os trabalhadores que carregam cargas pesadas, contudo, não é só o levantamento de peso que oferece risco à coluna, passar o dia todo sentado na frente do computador também pode ser perigoso. Veremos mais sobre isso à frente.

QUANDO É PRECISO UTILIZAR A CINTA ERGONÔMICA?

Para determinar quais atividades demandam a utilização da cinta ergonômica, é importante ressaltar a necessidade de realizar um levantamento de riscos ambientais. Afinal de contas, a implementação de qualquer equipamento de proteção deve ser em resposta a presença ou ausência de risco.

Na presença de riscos ergonômicos, é recomendada a implementação deste produto. É simples notar que ambientes como construção civil, fábricas, almoxarifados, transportadoras, entre outros, são os que mais necessitam de intervenções como esta, uma vez que lidam com levantamento de cargas pesadas.

Este é um produto tão versátil que é, inclusive, possível utilizá-lo na prática de esportes como futebol, levantamento de peso, etc.

Mas, como salientamos acima, também é importante estabilizar a coluna quando se passa muito tempo sentado. Como é o caso de motoristas, operadores de máquinas e até mesmo atendentes de telemarketing.

Qualquer situação que coloque uma carga diferente do normal sobre a coluna do indivíduo é passível do uso da cinta ergonômica. Isto porque a sua principal função está em auxiliar os músculos lombares e abdominais a manter a postura correta.

Contudo, a história deste equipamento de segurança não para por aqui e fica um pouco mais complexa. Veja:

POR QUE A CINTA ERGONÔMICA NÃO É UM EPI?

Talvez você tenha entendido até este momento que a cinta lombar ergonômica se tratava de um Equipamento de Proteção Individual (EPI), contudo, este não é o caso. Note que em nenhuma parte deste texto nos referimos desta forma.

Se você já acompanha o nosso blog, saberá que para ser considerado um EPI é necessário ter o Certificado de Aprovação, famoso CA que é emitido pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia.

Mas por que este equipamento é tão requisitado se não é um item obrigatório? Talvez você esteja se perguntando isso e é um questionamento muito válido!

Apesar de não ser um EPI todas as empresas são responsáveis por quaisquer riscos ocupacionais aos quais os seus colaboradores são expostos. Sendo assim, quaisquer medidas que possam ser tomadas para minimizar estes riscos devem sim ser aplicadas.

E isso é comprovado na Lei nº 8.213 de 24 de Julho de 1991, que em seu artigo primeiro afirma:

“A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador.”

Desta forma, as medidas de segurança a serem implementadas não ficam limitadas aos EPIs.

COMO USAR A CINTA ERGONÔMICA?

A cinta ergonômica é normalmente feita em material sintético com capacidade de compressão. Para utilizar este equipamento da forma correta, siga as seguintes instruções de uso:

  • Vista as alças de forma que o fechamento da cinta fique para a frente (no abdômen);
  • Posicione a cinta na região lombar e feche o velcro;
  • Ajuste as alças para que o encaixe seja firme e bem posicionado.

Há modelos de cintas que não possuem alças, nestes casos, basta posicioná-la na região lombar e fechar o velcro.

DICAS PARA REALIZAR MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS DA MANEIRA CERTA

  • Não levante sozinho cargas com mais de 30 kg, o ideal é que o peso seja por volta de 20 kg;
  • Aproxime seu corpo na hora de realizar o levantamento, desta forma, você fará o mínimo de flexão possível da coluna;
  • Ao se agachar, distancie os pés e desça somente as pernas e não as costas, o objetivo é deixá-las o mais próximo do ângulo de 90° do chão;
  • Enrijeça os músculos do abdômen e costas, isso te ajudará a manter a postura ereta;
  • Antes de começar a transportar qualquer carga, verifique se há algum obstáculo no trajeto.

 

Esperamos que você tenha gostado deste texto! Não deixe de continuar acompanhando o nosso blog e fique sempre atualizado sobre segurança do trabalho. 🙂

Cinta ergonômica: indicações e posições de uso