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Análise de riscos: entenda o que é e como fazer

A análise de riscos ambientais é extremamente importante para definir quais são os perigos que os trabalhadores estarão expostos diariamente. E é através dos dados levantados por este processo que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são escolhidos.

A relevância desta etapa para a implementação de uma cultura da prevenção é bastante clara, afinal, sem isso, não há como a equipe de segurança do trabalho realizar suas tarefas de forma efetiva.

O Brasil é um dos países com legislação mais rigorosa e ainda assim, entre 2012 e 2018 foram registradas mais 4,5 milhões de notificações de acidente de trabalho, sendo 16,4 mil mortes.

É um número assustador, não é mesmo? E grande parte desta soma poderia ter sido evitada com prevenção.

Para ajudar a deixar a sua empresa fora destas estatísticas, neste texto você entenderá mais a fundo o que é análise de riscos e como fazê-la de forma apropriada.

EM PRIMEIRO LUGAR: O QUE É UM RISCO?

O risco está profundamente ligado a incerteza ou mesmo a probabilidades e pode ser classificado em cinco categorias:

  • Riscos físicos: são condições ambientais que podem causar dano como temperaturas extremas (seja calor ou frio), nível alto de ruído, radiações ionizantes, vibrações etc.
  • Riscos químicos: substâncias, compostos ou produtos que podem ser um problema para a saúde do trabalhador caso entre em contato com a pele, seja inalado ou ingerido;
  • Riscos biológicos: é quando o agente de risco são seres vivos, como bactérias, fungos, parasitas, protozoários ou vírus;
  • Riscos ergonômicos: este perigo está ligado ao “conforto” do trabalho, por exemplo, levantamento de peso, posição inadequada ao sentar-se, longas jornadas de trabalho etc.;
  • Riscos mecânicos: também conhecidos como riscos de acidente, é normalmente associado a presença de máquinas no ambiente, ou mesmo o uso inadequado de ferramentas.

O QUE É A ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL?

Agora que você já sabe todos os tipos de riscos que podem estar presentes no ambiente de trabalho, fica mais fácil entender o que é a análise ou gestão de risco ambiental.

A análise de riscos ambientais consiste no levantamento de riscos presentes e também na estimativa prévia da probabilidade de que um acidente aconteça. Além disso, também são levados em consideração as consequências sociais, econômicas e ambientais.

O OBJETIVO DA ANÁLISE DE RISCO

Esta análise servirá como base para a criação de um conjunto de medidas preventivas, reduzindo a probabilidade de um acidente. Desde os mais “leves” como um simples corte, até os acidentes que podem terminar em fatalidade.

Esta é uma importante etapa e necessária em diversos segmentos, como construção civil, instalações químicas e petroquímicas, indústria alimentícia e diversas outras.

Através deste processo é possível:

  • Proteger os funcionários;
  • Criar um plano de metas de remediação dos riscos encontrados;
  • Determinar e mensurar os benefícios da remediação, seja no clima organizacional ou em outros aspectos da empresa;
  • Priorizar a alocação dos recursos da empresa; etc.

O PASSO A PASSO DA ANÁLISE DE RISCO NO TRABALHO

De modo geral, a análise de risco leva algumas etapas em consideração, são elas:

  • LEVANTAMENTO DO HISTÓRICO DE ACIDENTES

O levantamento do histórico de acidentes é feito tanto na própria empresa na qual a gestão de riscos ambientais está sendo realizada, como também em empreendimentos similares.

Desta forma, os profissionais de segurança do trabalho terão uma direção mais clara sobre quais são as principais áreas de atenção.

  • IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS

Uma vez que os principais perigos são compreendidos, é possível partir para a verificação e listagem de todos os riscos presentes no ambiente de trabalho.

Todo o ambiente deve ser caracterizado e, ao identificar os riscos, a presença de terceiros naquele local também deve ser considerada.

Existem diversos métodos para realizar este estudo, como:

  • Análise histórica;
  • Inspeção de segurança;
  • Lista de verificação;
  • Método “e se…”;
  • Análise de árvore de falhas ou de eventos; etc.

Vale ressaltar que esta é uma etapa crítica, afinal, qualquer risco que não seja levado em consideração pode resultar em uma fatalidade.

  • ESTIMATIVA DA MAGNITUDE, PROBABILIDADE E AVALIAÇÃO

Nesta etapa é verificado o grau de magnitude do risco e a probabilidade que o mesmo aconteça. Questões como “se o evento for realizado, o que vai acontecer?”.

Esta informação junto a probabilidade de acontecimento determina não só o grau da severidade, mas também a prioridade para que esta situação seja corrigida.

Hoje, existem softwares que o time de segurança do trabalho pode utilizar para ajudar a determinar a gravidade do risco com maior precisão.

  • GERENCIAMENTO DOS RISCOS

Assim, ao finalizar o processo anterior é realizada uma lista de todos os riscos e a ordem que os mesmos devem ser corrigidos, resultando em maior precisão, segurança e economia.

Aqui todas as medidas que serão implementadas são sugeridas, assim como quais são os EPIs apropriados para serem utilizados naquele ambiente.

Algumas dessas medidas são: sinalizações, treinamentos, sistemas de organização de informações, calendário de manutenção preventiva, cercamentos e quaisquer outras que sejam necessárias.

A ANÁLISE DE RISCO E A CULTURA DA PREVENÇÃO

Concorda que uma empresa que não está bem informada sobre os riscos dentro do seu ambiente não será capaz de informar corretamente seus funcionários sobre como evitar acidentes?

Sendo assim, a análise de risco é o primeiro passo para criar uma cultura da prevenção que vai além do papel e permeia cada um dos funcionários.

Isto é especialmente importante, porque, ultimamente, o funcionário será o agente da própria segurança e, quanto mais empoderado para fazer isso, melhor será o seu desempenho.

Pensando nisso, criamos um material sobre como adequar o EPI ao risco, vale a pena lê-lo e colocar em prática na sua empresa!

 

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Análise de riscos: entenda o que é e como fazer