Atendimento Nacional (11) 3133.5766

10 dicas sobre como usar cintas ergonômicas da maneira correta

Você sabia que segundo dados do INSS, as dores nas costas ou como também é conhecida, a lombalgia ocupacional, é uma das maiores causas de afastamentos no Brasil hoje? Este é um risco que praticamente todos nós estamos expostos, e quando falamos em profissionais administrativos, por exemplo, é bem mais comum observar o uso de cadeiras apropriadas, com regulagem que auxiliam na melhor postura e protegem a coluna, como se a preocupação com a ergonomia de algum modo fosse mais evidenciada para atividades em escritório.

Porém, quando falamos de trabalhadores da área de transporte, logística ou atividades que envolvem o carregamento de peso constante, observamos uma realidade bem distinta, com fatores contrastantes, falta de cuidados e investimentos, pouca orientação e acompanhamento, e até o desconhecimento ou por vezes preconceito do uso das cintas ergonômicas.

Entendendo a relevância deste fato, hoje exploraremos sobre as cintas ergonômicas. Estes equipamentos são eficientes? Como devem ser utilizados?

 

BREVE EXPLANAÇÃO SOBRE O RISCO, LEGISLAÇÃO E EQUIPAMENTO

A lombalgia ocupacional é, na maioria das vezes, o resultado de trabalhos repetitivos, com o tempo é praticamente inevitável a evolução para dores mais agudas, chegando a desenvolver uma dor ou uma doença ocupacional crônica. Este é um fato conhecido e facilmente observado pelas altas taxa de absenteísmo de alguns setores específicos.

Dito isso, através do tempo, diversos estudos e ações foram feitas e implementadas para tentar minimizar os efeitos da má postura e deste tipo de lesão: treinamentos, apoiadores, alterações e criações de bancadas especificas para cada tipos de serviço e/ou produtos, automação de processos etc. Porém, para algumas atividades, como as de logística, envolvendo carga e descargas, além de trabalhos em linhas de produção que exigem mais da parte física dos colaboradores, o ritmo de trabalho e, o condicionamento físico dos colaboradores não se adaptam a estas técnicas.

A NR-17, responsável pelo direcionamento das ações de saúde e segurança nesta área, trata do tema sobre levantamento, transporte e descarga individual de materiais no artigo 17.2 (não deixe de consultar). Entretanto, existem diferentes escolas e linhas de raciocínio quando falamos da prevenção deste tipo de risco e muito depende da metodologia que vai ser utilizada para análise do especialista de sua empresa.

A Órtese ou como também é conhecida, Cinta Lombar ou Cinta Ergonômica, não é considerada um EPI, portanto não te um CA – Certificado de Aprovação. Isso decorre do fato deste equipamento não ser previsto nos anexos I e II da NR-06. Dito isso, a entrega deste equipamento não é obrigatória, mas é fácil perceber que as empresas que adotam o seu uso têm uma redução significativa no número de afastamentos e nas suas taxas de absenteísmo.

Sendo um pouco mais direto, sabemos que o movimento de levantamento e descarga neste tipo de público, se feito corretamente, não deve vir a causar danos mais sérios nos trabalhadores, mas de fato, no ritmo de trabalho que vemos hoje nesta área e nas experiências do dia a dia, é comum observar um colaborador efetuando um levantamento da forma errada.

O trabalho de treinamento, conscientização e a fiscalização do formato de trabalho deve ser uma constante, mas sabemos que nem sempre existe tempo hábil ou braços para este trabalho tão próximo ao colaborador. Ao mesmo tempo, pesquisas desenvolvidas dentro e fora do país apontam a eficiência da Cinta Ergonômica, no sentido de minimizar o surgimento de uma dor aguda ou do desenvolvimento de uma doença ocupacional. Isso se dá devido ao efeito da cinta, que quando utilizada corretamente, oferece sustentação a região abdominal e lombar, proporcionando uma maior resistência através da compressão e corrigindo a postura do colaborador.

 

APRENDENDO A UTILIZAR CORRETAMENTE UMA CINTA ERGONÔMICA

Indo direto ao ponto, utilizar este tipo de equipamento ajuda, mas para isso é preciso usar corretamente. Conheça cada parte deste equipamento e como ele funciona. Aproveite para pegar tomar nota dessas dicas que podem fazer toda a diferença para sua rotina:

  1. Suspensórios – O primeiro item a ser observado quando recebemos o equipamento, faça o ajuste de comprimento considerando que a base costal da cinta deve ficar posicionada na sua região lombar. Após posicioná-la, ajuste o suspensório para que ele tenha sempre uma tensão, e não fique folgado pois isso fará com que a cinta desça, reduzindo sua eficiência;

 

  1. Base do suporte – Esta base vem com velcros na ponta que são para fazer apenas o posicionamento da cinta, não são elas, as responsáveis por fazer a compressão. Sendo assim, as conecte de forma que fiquem justas, mas sem muita pressão;

 

  1. Hastes – Na base da cinta vai observar que existem hastes de sustentação, equipamentos de boa qualidade possuem hastes em PVC maleável que ofertam sustentação, sem incomodar durante o uso. Quanto mais hastes melhor o equipamento. Outro ponto importante é que estas, ao descosturarem ou rasgarem, indica a necessidade de troca do equipamento;

 

  1. Borda e acabamento – São os acabamentos laterais da cinta, na qual garantem que a base e as faixas laterais mantenham sua memória e a função de sustentação e compressão. Por elas, observamos também outro ponto de desgaste do material, se começar a enrolar ou deformar deve ser trocado;

 

  1. Faixas laterais – São responsáveis pela compressão e a manutenção da postura, após o ajuste da base da cinta, você deve fazer o fechamento das faixas com pressão para garantir a sustentação da região lombar e o apoio abdominal;

 

  1. Fechamento em velcro – Ambos os fechamentos, da base e das faixas laterais são em velcro, e sim, é possível e necessário ficar com elas fechadas corretamente numa jornada de 8 horas, respeitando as paradas de descanso e para refeições. Nestes momentos pode liberar apenas as faixas laterais ou se preferir as da base também. Aqui, o que vale é a qualidade do material utilizado, bom equipamento tem vida útil mais estendida, minimizando não só os riscos, mas também o custo de aquisição;

 

  1. Adequação de tamanhos – Aqui mora um erro muito comum das empresas, geralmente são comprados apenas um ou dois tamanhos das cintas e isso acaba não entendendo a todos os colaboradores porque alguns simplesmente não se adaptam ao equipamento. Ter disponível a grade completa de tamanhos é o recomendado para garantir a eficiência da proteção, pois se pararmos para pensar, provavelmente não existem 20 colaboradores do mesmo peso e altura, certo? Atente-se a isso.

 

  1. Treinamento e reciclagem – Invista nisso, esta é a melhor forma de prevenção e é necessário ter colaboradores capacitados e sazonalmente reciclados. Para adquirir novos hábitos é preciso disciplina!

 

  1. Cobrar a utilização CORRETA – Voltamos a um ponto basilar da NR-06, uma das atribuições do técnico de segurança é cobrar o uso correto dos equipamentos, sejam eles EPIs, ferramentas ou maquinários, este conjunto e uma boa conscientização é o que garante uma vida laboral saudável e eficiente;

 

  1. Multiplicadores – Essa não pode deixar de faltar, mas para mudar e melhorar a cultura de segurança é necessário ter parceiros e apoiadores que compram nossas ideias e nosso ideal. Criar multiplicadores de segurança e de ações seguras é fundamental para se ter sucesso.

 

Esperamos que este texto tenha ajudado e esclarecido sobre a importância e as boas práticas do uso de cintas ergonômicas na prevenção de doenças lombares. Continue nos acompanhando para mais dicas de segurança!

Até a próxima!

10 dicas sobre como usar cintas ergonômicas da maneira correta