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Tudo que você precisa saber sobre luvas de proteção

Mesmo com toda a evolução industrial, a interferência do homem ainda é fundamental em muitos processos de transformações de materiais e no processo fabril. É notório no mercado de EPI essa mesma exigência de evolução, principalmente quando tratamos de proteção das mãos.

Para atender essa demanda de equipamentos com maior produtividade e precisão é exigido cada vez mais dos colaboradores, conhecimento, objetividade, eficiência e quase sempre é necessário a utilização de luvas, se possível, de alta performance (tecnologia de fibras e material), resistência e destreza.

Quase sempre as luvas de proteção são guardiãs da principal ferramenta, “as mãos”, e acabam fazendo parte do resultado de todo o processo. Neste momento, estamos falando da proteção ao colaborador, qualidade da produção, proteção ao produto e a garantia de resultados assertivos.

Para trazer a segurança, destreza, conforto e indiretamente a qualidade do produto, a DANNY continua cumprindo com seu DNA que é sempre entender as necessidades de cada segmento, para proteger melhor através de inovações.

Atualmente existem diversos modelos de luvas no mercado, e a grande dúvida é: Qual a luva ideal para o meu processo?

Para responder esta pergunta, o melhor a fazer é primeiro entender o processo a ser analisado. Vamos lá!!!

 

Como analisar meu processo para escolher luvas mais adequadas?

O primeiro passo sempre será a análise dos riscos, ponto a ponto, conversando com os colaboradores e líderes para entender as necessidades, gargalos e os pontos críticos do processo.

Algumas perguntas não podem faltar neste momento:

  1. Tivemos acidentes no setor com as mãos? Por quê?
  2. Qual a frequência desses acidentes?
  3. Qual o tipo de acidente (gravidade)?
  4. Atualmente, o colaborador utiliza a luva durante toda a sua jornada de trabalho? Se não. Por quê?
  5. Qual a durabilidade da luva atual?
  6. Quais os riscos do local (mecânico / químico / térmico)?
  7. Qual o nível de destreza que o operador necessita?

 

Ou seja, utilizando o termo técnico devemos realizar uma APR.

Abastecido com essas informações, conseguimos realizar o primeiro passo, que é verificar os riscos encontrados e particularidades do processo, assim iniciamos nosso estudo para identificar qual luva ideal.

 

As luvas de proteção

As luvas de proteção para uso na indústria podem ser divididas basicamente em três grupos de risco:

  1. Mecânicos (físicos)
  2. Químicos
  3. Térmicos

As luvas possuem pictogramas impressos no próprio equipamento que indicam os riscos para os quais oferecem proteção, bem como o que está devidamente expresso no certificado de aprovação (CA). Vamos entender um pouco mais sobre cada um desses riscos e, em seguida, confira como cada tipo de EPI se encaixa nos 3 principais grupos de luvas de proteção para a indústria:

 

 

 

Riscos Mecânicos

Os riscos mecânicos são representados pelo pictograma de um martelo sobre uma barra horizontal. Referem-se a agentes ambientais físicos, normalmente relacionados a atividade do equipamento, entre outros.

 

Abrasão: Indica a resistência a materiais abrasivos onde o nível 0 é o menor resultado e o 4 maior resultado.

Corte: Indica a resistência a materiais cortantes com lâminas, neste quesito temos 2 testes:

– Coup test: nível de (0 menor desempenho e 5 maior desempenho);

– Método ISO 13997/ TDM 100: a letra A é o menor desempenho e a letra F o maior desempenho. Esta metodologia atualmente é a mais utilizada no mundo, pois é muito mais plausível e extremamente próximo a realidade das atividades, pois as letras representam a carga em Newtons exercida na lâmina de corte.

Rasgamento: Indica a resistência de tração do material, com nível de desempenho de 0 (menor desempenho) e 4 (maior desempenho).

Perfuração: Indica o nível de proteção da luva a perfuração. Esse ensaio gera um parâmetro de proteção para perfuro, mesmo que temporariamente a ação de um objeto perfurante a luva diminua a velocidade ou pressão ou mesmo o bloqueio de modo que a mão não seja afetada, o nível de desempenho varia de 0 (mínimo) e 4 (maior desempenho).

Impacto: Este ensaio é recente no Brasil, mas muito comum no cenário offshore. Na implantação da metodologia de ensaio é evidente sua importância no contexto e cenários atuais das indústrias, pois este tipo de proteção é destinado ao dorso das mãos e dedos, ou seja, as luvas atenuam lesões e proteção total das mãos em acidentes e incidentes como batida-contra e prensamento de mãos e dedos, pois estes riscos são comuns na indústria.

Basicamente todas as luvas realizam o ensaio EN388 (mecânico), pois é este que determina a resistência e as particularidades de proteção. Mas nem sempre devemos somente nos apegar neste tipo de resultado, pois estes ensaios são realizados em laboratório, ambiente controlado, com amostras distintas e separadamente, bem diferente da realidade do processo fabril, onde temos diversas variáveis que comprometem a resistência e a durabilidade da luva e muitas vezes o equipamento é exigido ao extremo.

 

 

 

Riscos Químicos

Os riscos químicos referem-se à exposição das mãos e antebraço a produtos químicos sejam sólidos, líquidos ou gasosos que podem ocasionar lesões, queimaduras e contaminação por meio de absorção através da pele.

As luvas aplicadas para os riscos químicos vêm com o pictograma impresso da norma ISO374-1 estabelecendo o seu tipo de proteção (A, B ou C) e o código do produto químico determinado pela norma, estabelecendo assim o químico aprovado e o nível de desempenho de permeação desse produto. Esta informação também pode ser consultada através do CA (Certificado de Aprovação) onde é consultado o nível de desempenho da luva. Geralmente, este tipo de informação também está disponível na bula do produto.

 

Esta consulta é fundamental para a indicação da luva correta, uma vez que temos químicos extremamente prejudiciais à saúde do colaborador e para o cumprimento da NR6. Lembrando que temos produtos químicos dentro do quadro da NR15 (insalubridade).

Para a classificação do tipo de proteção à norma utiliza a seguinte metodologia para a luva:

Tipo A Resistência à penetração tempo de passagem > 30 min para pelo menos 6 produtos;

Tipo B Resistência à penetração tempo de passagem > 30 min para pelo menos 3 produtos;

Tipo C Resistência à penetração tempo de passagem > 10 min para pelo menos 1 produto.

Esta classificação é importante, porém o que realmente devemos verificar são os químicos que utilizamos dentro do processo.

Através das (FISPQ) realizar a classificação da família química dentro da tabela EN374, realizar o mapeamento e assim verificar a luva aprovada para a substância química do seu processo.

Ex.: Em um determinado processo da indústria, o colaborador está exposto (manipula) o Ácido Sulfúrico. Dentro da tabela da EN374 o código para esse químico é a letra L. Ou seja, a luva aprovada deve conter a letra L impressa no produto ou mesmo no CA (Certificado de Aprovação).

Importante: Diferente do risco mecânico é importante realizar esta classificação química, realizando este mapeamento.

 

 

 

Riscos Térmicos

As luvas de proteção para riscos térmicos, são determinantes para atividades em que haja contato com peças frias ou quentes ou mesmo para ambientes insalubres (NR15). As luvas nessas situações são fundamentais no processo tanto para conseguir realizar as atividades, mas também para evitar acidentes como queimaduras e doenças ocupacionais.

Conforme os outros riscos também existe normas que estabelecem os critérios de avaliações de riscos térmicos no caso para os riscos de alta temperatura a norma é EN407.

Estes modelos de luvas geralmente atendem riscos cruzados mecânico (abrasão/ corte/ perfuração) devido as tecnologias das fibras, mas também a gramatura do equipamento e o tipo de cobertura que tendem a ser de maior espessura. Quando aplicado são determinantes para os níveis de proteção.

Geralmente este tipo de proteção exige diversas particularidades no processo que podem variar o tipo de luva (material, gramatura) e banho de cobertura da luva.

Baixa Temperatura

Parâmetro de NR, para este tipo de atividade, diversos processos da indústria contemplam este tipo de risco (baixa temperatura). É muito comum em áreas alimentícias no seu armazenamento, câmara fria, processos de fabricação, laboratórios (diversos), transportes de congelados e outros.

A Norma EN511 define as exigências e métodos de ensaios das luvas de proteção contra o frio transmitido por convecção ou contato até 50 graus negativos. Este frio pode estar relacionado com as condições climáticas ou com uma atividade industrial. Os valores específicos dos diferentes níveis de eficiência determinam-se segundo as exigências específicas de cada categoria de risco ou no âmbito de cada aplicação especial.

Geralmente estes tipos de luvas são confeccionados com fibras sintéticas com grande camada de revestimento interno com baixa absorção de água, devido a sua confecção estes tipos de luva comprometem a destreza do usuário, pois quanto maior a barreira, menor vai ser a sua destreza.

 

Relevância e adequação

Após este conhecimento sobre os riscos das atividades e as normas técnicas para a classificação dos EPIs, nem sempre conseguimos definir o equipamento através das informações técnicas, pois temos diversas particularidades no processo e devemos levar em consideração diversos fatores como a questão acidentes, risco cruzado, tempo de produção, conforto ao usuário e custo.

A análise destes dados, cruzadas com o feedback do colaborador sobre o material utilizado hoje no processo vai te dar a linha a ser seguida, focando em entregar mais segurança, conforto, melhor relação custo & benefício e assim por diante.

Atualmente existem diversas luvas de proteção no mercado, com combinações de fibras tecnológicas distintas e revestimentos diversos, com níveis de proteções variados e atendendo riscos combinados.

Por essa razão para realizar um trabalho de desenvolvimento de luvas com êxito é fundamental o auxílio de um especialista na área com um portfólio de produtos diversificado. A Danny conta com um corpo técnico de especialistas pronto para lhe ajudar. Contate-nos através do formulário no site.

Continue estudando e procurando conhecer o máximo sobre seu processo fabril, não deixe de nos acompanhar também, estamos sempre publicando novidades e textos como este.

Até a próxima!

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