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Quando usar luva de segurança sobreposta a outra?

O EPI já faz parte do dia a dia de diversos profissionais durante sua jornada de trabalho. Cada atividade, exige um tipo de proteção adequada, levando em conta todos os riscos ali presentes. Neste texto vamos falar sobre luvas de proteção, afinal as mãos são as partes mais atingidas do corpo por acidentes de trabalho no Brasil e precisamos proteger melhor nossos colaboradores.

Neste conteúdo abordaremos um tema que gera muita polemica e que é frequentemente visto em linhas de produção ou em operações de manutenção nos mais diversos tipos de segmento, seja dentro de uma indústria de transformação ou em uma usina de cana. Vamos saber mais sobre a utilização de luvas sobrepostas?

 

QUAL A FUNÇÃO DA LUVA DE SEGURANÇA?

As luvas de segurança são fundamentais para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores em atividades que expõem as mãos a riscos do processo fabril, atividades de manutenção ou mesmo em trabalhos domésticos.

Algumas atividades ainda requerem maiores cuidados e atenção, como quando no manuseio de produtos químicos ou de objetos cortantes e pontiagudos. Devemos lembrar que em boa parte das atividades, seja na área de manutenção ou em linhas fabris, é comum encontrar riscos combinados, isto é, o ambiente expõe o colaborador a um risco médio de corte e a um risco térmico de alta temperatura, ou ainda um risco de acidente por perfuro enquanto trabalha com um produto químico altamente corrosivo.

Estes ambientes de riscos combinados podem não só ferir fisicamente o colaborador, como gerar danos à saúde, e aqui vamos além de uma contaminação química por via cutânea, falamos também de uma doença ocupacional como a LER.

Saiba mais sobre riscos combinados no conteúdo “Proteção combinada: Linha Protek Collection”

E fica a pergunta, suas luvas estão realmente alinhadas com todas as necessidades do seu colaborador?

 

ATIVIDADE E LUVA ADEQUADA

Vamos relacionar brevemente os principais tipos de luvas de proteção, relembrando quais são suas aplicações diretas:

  • Luva com resistência a corte: protege de produtos, equipamentos e ferramentas que possam causar cortes nas mãos. Estas possuem níveis de resistência a corte, para entender melhor consulte o resultado dos ensaios de testes da Norma EN 388 – Ensaio TDM, expressado em letras de A à F, sendo que F é o melhor resultado, tem o maior nível de resistência a corte. Esta informação é o quinto digito do pictograma desta norma;

Leia mais sobre “A diferença entre COUP TEST e TDM”

  • Luva de borracha isolante/isolação elétrica: indicada para proteger as mãos e os braços de choques em atividades que envolvem equipamentos energizados;
  • Luva descartável: de uso único com propósitos específicos. Podem ser de vinil, látex natural, nitrílicas, com amido e sem amido. Também conhecidas como luvas de procedimento;

Descarte consciente: os benefícios por trás do descarte correto de luvas de segurança

  • Luva de látex natural: grande flexibilidade e boa resistência a muitos ácidos e álcool, protege contra químicos;

Quer saber mais? Acesse o conteúdo “Luvas de látex – tudo sobre o látex e os tipos de luvas”

  • Luva de borracha nitrílica: proteção contra químicos, bases, óleos, solventes, graxas e gordura animal, maior resistência a riscos mecânicos;
  • Luva de malha: resiste à riscos de abrasão e contato com farpas de madeiras e outros. Quando é de malha de algodão, proporciona excelente conforto térmico pois o algodão tende a absorver o suor das mãos;
  • Luva de PVC: proporciona boa resistência contra muitos ácidos, cáusticos, bases álcoois e ainda resiste a abrasão;
  • Luva de neoprene: feita de borracha sintética. Tem ótima resistência a altas e baixas temperaturas, impermeável e quando molhada, seca rapidamente. Possui leveza, é maleável, antiderrapante e facilita o manuseio de diversos materiais. É muito usada em indústrias automotivas, químicas, de limpeza e alimentícia;
  • Luva de raspa de couro: resistente à abrasão, possui boa resistência nas atividades de solda;
  • Luva para temperatura: protege contra altas e baixas temperaturas dos diversos tipos de ambientes de trabalho.

 

UTILIZAÇÃO DE LUVAS DE SEGURANÇA SOBREPOSTAS

Como vimos acima, as luvas mais tradicionais têm proteção especificas, mas em atividades com riscos combinados muitas vezes precisamos de mais proteção.

É comum ver a sobreposição de luvas, mas este é na verdade um erro frequente, a sobreposição de luvas geralmente acarreta diversos problemas para o usuário, empresa e para o profissional de SST, vamos analisar uma situação típica no mercado.

Muitas vezes se vê a utilização de duas, as vezes três luvas de algodão sobrepostas, seja para riscos de corte ou de alta temperatura.

PROBLEMAS

Para o usuário: esta não é a solução, as luvas, mesmo sobrepostas ainda não são adequadas para o risco da operação, esta sobreposição ao longo de um período de uso constante pode propiciar o desenvolvimento de uma LER, pois ela dificulta e limita os movimentos, e o usuários instintivamente vão transferir mais força para a atividade. Por último e não menos importante, ela fica espeça e dá uma sensação “boa” de proteção, mas é comum nestas situações termos um elevado índice de acidentes;

Para empresa: a sobreposição está sempre associada ao descarte com maior frequência, normalmente utilizam luvas com preço baixo, mas da regra “o barato sai caro” praticamente ninguém escapa, nem a entidade privada. Essa situação vai elevar o custo de aquisição do EPI por ser consumido em alto volume, consequentemente vai demandar mais tempo, dinheiro para gerir as compras, armazenagem, distribuição (sem falar no controle da ficha do EPI) frequente e alta tonelagem de descarte, o que aumenta não só o custo do descarte, mas também não é uma boa prática quando pensamos em consumo consciente;

Para o profissional da área de SST: temos uma lacuna bem visível, seja para um perito trabalhista ou para uma auditoria interna, as luvas não têm a proteção jurídica para atender os riscos que estão elencados no seu inventário geral de riscos ou, para quem ainda não está se movimentando no PPRA. Esta lacuna é uma porta aberta para se perder ou gerar uma ação ou passivo trabalhista. E de quem é a responsabilidade de mitigar essa exposição?

É importante ressaltar que existem alguns tipos de luvas especiais, as luvas de alta performance. Estas têm proteções combinadas, alguns exemplos estão disponíveis na linha de produtos Danny:

  • Luva Petroblue: luva em PVC de alta proteção química, abrasiva e com proteção térmica para até 250 °C de calor de contato. Esta luva tem uma composição única que a torna muito mais confortável e maleável, mais usual e mitiga o desenvolvimento de uma LER;
  • Luva GrapheArmor: luva em fios de grafeno, com alto nível de resistência a cortes, proteção térmica para até 250 °C de calor de contato e extremamente táctil, permitindo melhor controle das peças e/ou ferramentas manipuladas.

Então, sempre quando precisar proteger para dois ou mais riscos combinados, procure por luvas de performance que possam atender melhor a sua demanda, mitigando os riscos e a geração de um passivo elevado, elas na maior parte das vezes ainda vão te proporcionar melhor relação custo-benefício devido a sua durabilidade.

 

SOBREPOSIÇÃO DE LUVAS: SIM, EM ALGUMAS ATIVIDADES ESTA PRÁTICA É NECESSÁRIA!

Calma, a sobreposição de luvas de segurança, quando necessária e bem aplicada não é errada nem desnecessária, vamos ver agora os tipos de uso mais comuns, onde esta prática garante bons resultados:

  • Frigoríficos: as áreas de abate, desossa e porcionados precisam de luvas com alta proteção contra cortes. Linhas de produção de alta velocidade, facas em produto e ambiente climatizado. É necessário o uso de luva com alto nível de proteção contra cortes e que faça uma barreira térmica também, porém, é preciso pensar na proteção ao produto, a proteína que está sendo manipulada. Para este caso, recomenda-se o uso de luvas com resistência a corte e sobrepostas a estas, luvas em borracha nitrílica desenvolvidas especificamente para este tipo de atividade. Elas têm um desenho e formulação especial de forma que não dificultam o movimento do usuário, além de serem confortáveis para trabalhar por longas jornadas;
  • Eletricistas: os trabalhos de montagem ou manutenção em linhas de transmissão podem ser considerados um dos mais perigosos para o trabalhador, e é necessário se utilizar um conjunto de luvas apropriado. Calçando a luva isolante de proteção, confeccionada em borracha látex densa, é possível isolar as mãos do operador e evitar a transferência de uma descarga elétrica, porém, essas são frágeis, e um cabo de aço, onde alguns fios já se soltaram, podem perfurar esta luva facilmente, gerando um ponto de entrada para corrente elétrica. Desta forma, é sempre necessário o uso de uma luva de couro em conjunto, que vai proteger a luva isolante e garantir a segurança na operação.

Sendo assim, lembrem-se: segurança se faz com conhecimento, revisite seus riscos e necessidades e sempre procure por profissionais qualificados para te auxiliar na tarefa de adequação de EPIs.

Espero que este texto tenha colaborado com seu dia a dia e para mais perguntas, dúvidas e sugestões é só nos enviar um e-mail no marketing@danny.com.br.

Até a próxima!

Quando usar luva de segurança sobreposta a outra?

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