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Importância de usar EPIs descartáveis da maneira correta

Quando pensamos no uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é comum pensar em uma forma de fazê-los durar mais tempo.

Afinal de contas, quanto menor a frequência de substituição, mais barato é manter os funcionários seguros, não é mesmo?

Essa história não é bem assim, ao menos não com os EPIs descartáveis. Existem inúmeros detalhes que devem ser observados a fim de garantir que estes itens de segurança sejam utilizados da forma correta.

Para alguns esse texto podem soar um pouco alarmista, contudo, a regra na Segurança do Trabalho é única: prevenir é melhor que remediar.

Desta forma, continue lendo para ampliar sua experiência em como lidar com os EPIs descartáveis em sua empresa.

ONDE ESTÃO PRESENTES OS EPIS DESCARTÁVEIS?

A primeira questão a trazer à tona quando falamos sobre o uso de EPIs descartáveis é que eles são muito mais comuns na área da saúde.

Ou seja, eles servem para resguardar os seus usuários principalmente contra o risco biológico.

Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos e muitos outros profissionais entram em contato direto com diversos pacientes enfermos, muitos deles com doenças sérias e altamente contagiosas.

Isto nunca ficou tão claro para os indivíduos leigos sobre segurança do trabalho como hoje em dia.

À medida que o mundo segue para um cenário pós-quarentena, devido a pandemia do Covid-19, e diversos países têm que lutar para garantir o abastecimento de itens de proteção básica, a importância do uso de EPIs torna-se cada vez mais notável.

OUTRAS INDICAÇÕES DE USOS PARA EPIS DESCARTÁVEIS

Como você já deve imaginar, os EPIs descartáveis estão presentes também em outros locais além da saúde.

Desta forma, além de proteger contra riscos biológicos personificados pelos vírus, bactérias, fungos, protozoários etc., também protege contra riscos químicos como exposição a poeiras, fumos, névoas, neblinas etc.

Riscos químicos muitas vezes pedem EPIs com grau de proteção maior que os destinados aos riscos biológicos.

Isso se dá, porque, muitas vezes, as partículas são tão pequenas que podem ser facilmente inaladas, mesmo utilizando diversas barreiras físicas. Sendo assim, os filtros de gases, por exemplo, necessitam ser muito mais eficientes.

É incomum ver EPIs descartáveis quando se trata de riscos físicos, por exemplo. A luva utilizada por um carpinteiro tem um determinado tempo de uso antes de precisar ser substituída.

Isto acontece, principalmente, porque esses equipamentos não são infectados por micro-organismos ou substâncias nocivas à saúde do trabalhador, logo, não necessitam ser trocados no primeiro uso.

Por outro lado, é impossível que profissionais de saúde utilizem o mesmo par de luvas para atender diferentes pacientes.

UMA RESPOSTA MAIS DIRETA: QUAL É A IMPORTÂNCIA DE EPIS DESCARTÁVEIS?

Como qualquer outro tipo de EPI, os equipamentos de proteção descartáveis também devem ser disponibilizados para o colaborador sem custos. Além disso, qualquer indicativo que o poder de proteção dos mesmos está comprometido, demanda substituição imediata.

Isso ocorre para que qualquer indivíduo operando sob atividades de risco não seja submetido às consequências da exposição ao agente de perigo.

Imagine um médico obrigado a atender pacientes de Covid-19 sem máscara, touca, jaleco e viseira. A chance desses profissionais contraírem a doença e espalharem para outros pacientes que não estão infectados é muito grande.

Este é um exemplo que pode ser observado nas unidades de saúde brasileiras, contudo, não se limita a ser aplicado somente em casos de risco biológico.

Coloque-se no local de um engenheiro químico que está performando experimentos com ácido sulfúrico. A título de curiosidade, este ácido é capaz de dissolver completamente um pedaço de carne da barriga do porco em questão de horas.

Caso este profissional não tenha acesso a luvas apropriadas para a realização do experimento, numa situação de acidente, ele poderá ter suas mãos completamente desfiguradas. Se houver liberação violenta de gases ou respingos, também é possível afetar os olhos e vias respiratórias.

Desta forma, o EPI descartável é a linha de frente para a proteção do indivíduo de diversas situações perigosas para a sua saúde.

OS PRINCIPAIS TIPOS DE EQUIPAMENTOS DESCARTÁVEIS

Abaixo, separamos um conteúdo com todas as indicações para utilizar corretamente os principais EPIs descartáveis, luvas e máscaras. Vale lembrar que, antes de vestir qualquer equipamento de segurança, as suas mãos devem estar limpas.

Máscaras

Para vestir corretamente a máscara descartável, é necessário identificar o lado correto, os elásticos devem ficar para frente e a peça de metal, para cima.

Assista ao vídeo para visualizar a maneira correta de vestir a máscara descartável: Clique aqui

Luvas

As luvas são itens de segurança que têm uma forma de vestir e tirar um pouco mais complexas, uma vez que demandam alguns passos para isso.

Como usar luvas descartáveis: Assista ao vídeo

Como retirar luvas descartáveis: Assista ao vídeo

Descarte correto de EPIs

Usei o EPI e agora, o que faço com ele? Bem, hora de descartar no local correto. Equipamentos contaminados oferecem risco tanto ao usuário quanto às pessoas ao seu redor.

Vale lembrar do exemplo do médico que utilizamos acima.

Todos os equipamentos considerados descartáveis devem ser jogados no lixo após a sua utilização.

Os resíduos podem ser:

  • Classe I: perigosos;
  • Classe II: não perigosos (A) não inertes ou (B) inertes.

Os resíduos da Classe I devem ser direcionados para um descarte especial, de forma a neutralizar as substâncias ou micro-organismos que os tornam perigosos.

Este descarte normalmente acontece por incineração, contudo, em alguns casos é possível fazer o reprocessamento e a reciclagem da matéria prima empregada na fabricação dele. Outra opção é, também os aterros industriais.

Já os resíduos da Classe II B podem ser descartados no lixo comum. A melhor opção é que eles sejam reciclados, se possível.

Tudo isso pode ser conferido na legislação para EPIs descartáveis da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) através da resolução nº 306/2004.

 

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