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Estatísticas de acidentes do trabalho: qual é a situação do Brasil?

Olá, vamos falar sobre acidentes? O tema de hoje é algo preocupante e queremos trazer um pouco mais de luz a nossa realidade atual.

Todos nós prevencionistas e profissionais de área de SST, trabalhamos no intuito de trazer maior proteção as pessoas, sempre almejando a meta do zero acidente, que alguns podem chamar de utópica, mesmo assim, trabalhamos em prol de alcançá-la.

Para conversarmos sobre esse tema, vamos nos basear nos dados do Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS), que estão disponíveis para consulta pública através do link:  https://www.gov.br/previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertos/previdencia-social-regime-geral-inss/dados-abertos-previdencia-social.

Então, sem mais, vamos aos fatos…

 

ACIDENTE DO TRABALHO – BRASIL

No Brasil, são registrados mais de 500 mil acidentes por ano, os números a seguir correspondem aos acidentes que geraram afastamento superior a 15 dias de trabalho, com ou sem Comunicado de Acidente do Trabalho – CAT, aberto.

O último ano fechado para análise é o de 2019, então faremos uma análise dos três últimos anos disponíveis:

Fontes: AEPS 2020

Se analisarmos os dados, mesmo em um período, onde na prática, o número de empregos formais com carteira registrada, caiu. Isso demonstra claramente que a situação vem, no mínimo, se mantendo em um patamar alarmante.

 

MULHERES E HOMENS 

Ao falamos de acidentes, não há distinções de raça, credo ou orientação sexual. Este mal que assola os trabalhadores brasileiros afeta a todos por igual, vejamos um panorama geral com as visões simples da separação por tipo de acidente entre homens e mulheres:

Em 2019, tivemos 582.207 mil acidentes no Brasil, destes, 66% atingiram homens e 34% mulheres. Esta taxa proporcionalidade muda quando observamos os tipos de acidentes:

2019 – Acidentes com CAT registrada:

  • Acidente Típico: de um total de 375.545 mil acidentes, homens correspondem a 69% e mulheres a 31% deste total;
  • Acidente de Trajeto: de um total de 102.213 mil acidentes, homens correspondem a 59% e mulheres a 41% deste total;
  • Doenças do Trabalho: de um total de 9.352 mil acidentes, homens correspondem a 57% e mulheres 43% deste total.

Os percentuais se aproximam mais ao analisarmos os valores de referência para acidentes de trajeto e doenças do trabalho. Mas aqui a intenção é apenas trazer luz e entendimento a esta triste realidade.

 

CUIDADO: ACIDENTES MAIS COMUNS

Sempre destacamos como nossas mãos são vulneráveis e o quanto estão expostas, na maioria dos casos é a primeira parte do corpo a se expor para trabalhar ou se proteger no caso de um ato reflexo de autoproteção, isso se dá de forma instintiva e inconsciente.

Observando os totais de acidentes por situação de registro e motivos, as duas CIDs (Classificação Internacional de Doenças) mais frequentes e que estão em primeiro lugar no ranking de acidentes envolvem as mãos. São elas:

  • S61 – Ferimento do Punho e da Mão – 55.238 mil acidentes por ano;
  • S62 – Fratura ao nível do Punho e da Mão – 35.535 mil acidentes por ano.

Apenas estes dois tipos de classificação já representam 15,5% de todos os acidentes, no ranking das 50 CIDs mais frequentes, se somarmos todas relacionadas a mãos e braços, ultrapassamos 25% do total de acidentes.

 

CUSTO E PROCESSOS INTERNOS

Sabemos que a vida não tem preço, mas para fazer uma boa segurança é preciso investir e uma das frases mais recorrentes que ouvimos é “não dá para fazer com menos dinheiro…”.

Por isso investimos em conhecimento e reforçamos a cada dia através de nossos colaboradores e parceiros que a área de SST traz um resultado financeiro incrível para as empresas, mas é preciso demonstrar onde estão economizando e onde estão reinvestindo estes recursos.

Observem alguns dados que também estão disponíveis no link de consulta mencionado acima:

Perícias realizadas – Entre 2017 e 2019:

Observamos a gigantesca massa de profissionais que, independentemente do motivo, passam por um processo de perícia, que de fato já calculou o custo hora trabalhadas dos profissionais das áreas de SST e/ou RH para acompanhar estes processos. E falamos aqui apenas do custo para acompanhamento. Em breve dedicaremos um texto aos custos com os acidentes e com os afastamentos das atividades, não deixem de nos acompanhar.

Mas aqui, novamente a ideia é trazer esclarecimentos a estes dados que demonstram a situação em que vivemos, e o quanto é vital a nossa atividade para uma boa saúde financeira da empresa.

Ainda dentro deste tema, observem o quadro abaixo:

Quando falamos em custo Brasil, ou o porquê a indústria nacional não é competitiva em relação a outras nações, temos vários motivos em diferentes esferas e níveis de acordo com o setor de atividade, mas algo que afeta a todos os setores são os custos previdenciários.

Vemos aqui que cerca de 58% dos clientes que ingressam nos programas do INSS, tem estadia superior a 240 dias, estamos falando de mais de 8 meses de afastamento. O percentual geral de clientes reabilitados é de apenas 30%, isto representa 16 mil trabalhadores de um total de 54 mil, apenas em 2019.

Trazendo novamente ao tema de custo, o quanto isso representa aos cofres públicos e incide diretamente nos custos de nossas empresas através de percentuais de FAP mais elevados, onerando diretamente os custos pela RAT ajustada? Estas contas precisam ser feitas com frequência, para que o conceito de que a segurança é traduzida em empresas sadias financeiramente e através da saúde e do bem-estar de seus colaboradores não caia no esquecimento.

 

Esperamos que o texto de hoje possa ter aberto seus olhos sobre o tema, e dado alguns caminhos para encontrar as melhores formas e argumentos para fazer uma segurança melhor e mais efetiva.

Contamos com você para continuar melhorando, diga para nós o que achou do texto de hoje e traga suas críticas e sugestões através do nosso canal FALE CONOSCO.

 

Até a próxima!

Fontes: Site do Governo Brasileiro

Estatísticas de acidentes do trabalho: qual é a situação do Brasil?